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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

A lenda de sexta-feira 13 de Agosto

Bom dia! Todo mundo feliz nessa maravilhosa sexta-feira, afinal, é o sinal que nosso final de semana tá chegando e vai todo mundo curtir! Já estamos na metade do mês, dia 13, e... Peraí... Sexta-feira, dia 13... Metade do mês de... Agosto?! Sexta-feira 13 do mês de Agosto!? Para todos aqueles que acreditam em sorte, azar, crenças e numerologia, melhor ficar na cama o hoje o dia inteiro...

terça-feira, 11 de maio de 2010

Coluna Curiosa: O diabo veste saia

Esse é o primeiro post da coluna curiosa, que tem como objetivo esclarecer e desmistificar algumas estórias que todas as pessoas juram ser verdade! Vamos ver se vai agradar aos leitores do Livro Mecânico.

Vamos falar aqui sobre o famoso Diabo! Quem gosta do Diabo levanta a mão \o. Sacanagem... Não precisa levantar não...

Começaremos falando sobre o suposto nome bíblico do capetinha, Lúcifer. A palavra Lúcifer apareceu pela primeira vez na Vulgata, bíblia em língua latina, e tem como significado “o que traz a luz”. Tendo dito, afirmo agora algo que todos vão ficar horrorizadinhos: Esse termo só aparece na bíblia DUAS VEZES, uma descrevendo o rei da Babilônia, e outra se referindo a Jesus. Na epistola a Pedro, Paulo se refere a Jesus utilizando o termo Lúcifer. Os evangélicos devem estar chorando pecados agora...

Associamos o nome ao inimigo divino, pois a alegoria sobre um anjo que se rebelou contra papai do céu e caiu do paraíso se deve na verdade ao próprio rei da Babilônia, “alertando-o que sua soberba e aspiração por suposta divindade o faria pagar muito caro em breve”. Na verdade, a história do anjo traidor não aparece em lugar algum da Bíblia. Tristeza para quem assiste Supernatural, né?

Essa confusão estilo sessão da tarde faz muitos teólogos acreditarem que a idéia do diabo como conhecemos foi criada pela Igreja Católica, tornando assim seu credo mais parecido com os demais, tirando o foco da salvação divina, e recolocando-o na luta do bem contra o mal.

A mesma confusão em outras estórias. A serpente do Éden nunca se diz Diabo, nem é identificada como tal, apenas uma cobra com pernas (o que não torna nada mais normal...). Mesma coisa na estória de Jó, quando Deus debateu com determinada figura sobre a virtude do pobre homem. A figura é descrita apenas como andarilho, e não Diabo.

Quer outra confusão? Deus, quando criou o homem, disse: “Criemos o homem a nossa imagem e semelhança”. Há indícios da existência de várias divindades na bíblia, como essa. Muitos cristãos dizem que Deus estava conversando com Jesus, mas a idéia é provavelmente descartada, já que o Gênesis foi escrito por um judeu, Moisés. Judeus não acreditam em Jesus.

Na velha estória dos mandamentos de Deus, um específico diz: Não adorarás outros deuses além de mim. Além de mostrar muita falta de tato do Sr. Jeová quando diz isso, mostra que os autores dos mitos cristãos MUITO PROVAVELMENTE acreditavam em vários seres divinos, talvez figuras que aparecessem na bíblia com nomes diferentes, e não sabemos.

Resumindo: Religião é igual telefone sem-fio, começa uma estória em um ouvido, termina outra totalmente diferente no último a ouvir. Não se apegue a crenças, nem a mitos que a bíblia, padres, bispos, papas, pastores ou qualquer outra figura religiosa conte, sempre há alguma coisa pra contradizê-las.

Update 1: Para todos aqueles que duvidam, aqui uma dica: "Apocalipse 22:16. Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas às igrejas. Eu sou a Raiz e a Geração de Davi, a brilhante Estrela da manhã.". Lúcifer também pode ser traduzido como Luz Matutina ou Estrela da Manhã. Na verdade, Lúcifer é um belo nome se levado em conta seu significado, e não pode ser atribuído ao Príncipe das Trevas (Diabo, não o Ozzy).

Update 2: Lúcifer também pode ser facilmente atribuído ao Arcanjo Miguel, que é simbolizado pelo Sol, o resplendor do dia. Leiam este trecho: "Gênesis 1:16. Fez Deus os dois grandes luzeiros:(os dois primeiros príncipes ungidos) o maior(Miguel, o grande príncipe) para governar o dia, e o menor( o príncipe Samael) para governar a noite". Aqui mostra Miguel como aquele que traz a luz (Lúcifer) e o Samael (nome verdadeiro do Diabo, bem conhecio na literatura judáica) como governante da noite (o oposto de Lúcifer, se for levar em conta o conceito).

Principais fontes de pesquisa:
- http://hbdia.com/ (recomendo)
- outros blogs de religião, sites de religião, biblia, entre outros.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Não é obra do destino

“O bater das asas de uma borboleta pode gerar um leve sopro, que, tomado forças, forma um furacão do outro lado do mundo”, Teoria do Caos.

No princípio da ciência moderna começou a se falar de reducionismo, que era a análise e estudo de um grande evento a partir de pequenos elementos que contribuíram de alguma forma para que o mesmo evento acontecesse. Esse tipo de análise distorce a realidade, e nos faz perder em um emaranhado de teias, complexas e infindáveis, deixando sempre espaço para algo novo, para algo que não levamos em consideração.

A Teoria do Caos, através da metáfora do efeito borboleta, mostra como é praticamente impossível definir a verdadeira origem de qualquer coisa, e como tudo levou a acontecer. Uma pessoa nasce a partir do momento em que seus pais resolvem sair determinado dia, se conhecem, decidem namorar, decidem casar, decidem ter filhos (ou não), decidem não abortar, decidem ficar com a criança? Ou a partir do momento em que seus avôs resolvem sair, se conhecem...?

Muitas pessoas, através de uma visão romântica do mundo, acreditam que tudo é obra do destino. Mas assim como determinado evento aconteceu, outro evento poderia ter acontecido. E se um detalhe no decorrer da trama mudasse, e todo resultado fosse diferente? Seria assim mesmo obra do destino?

Destino não existe, o que existe são ações que geram reações. O ser humano sempre foi egocêntrico a ponto de por importância demais onde não tem. É como religião: o homem se acha demais perfeito para ser obra da evolução, então um ser todo poderoso, onipresente e onisciente o criou, só assim para nós, seres humanos, existirmos (contemple como somos perfeitos... idiotas).

Não, você conhecer sua (futura) namorada não foi obra de um destino que te ama. Não, você conseguir uma oferta de emprego por acaso dentro de um singelo restaurante não foi obra do destino. São oportunidades, eventuais acontecimentos da vida que, sem eles, nada faria sentido. Se dissermos que tudo de diferente que acontece é obra do destino, então a vida por si só não é nada, apenas um conjunto de paradigmas que formam uma rotina monótona e sem razão.

Seguindo a mesma linha de raciocínio romântica da perfeição do destino, temos todas as dicotomias (algumas bastante reforçadas pela religião) que atrapalham a construção de uma visão sensata, uma visão realista. Mente e corpo, espírito e matéria são alguns exemplos de elementos filosoficamente opostos, que se integrados, deixariam tudo mais simples, tirando a importância superestimada dada à essência humana.

Não estou dizendo que somos inúteis, nem que devemos nos rebaixar. O ser humano é um ser proporcionalmente evoluído se levarmos em conta todos os seres vivos do planeta. Mas é preciso maneirar na magia que ronda a cabeça das pessoas, e colocar um pouco de realidade nessa visão romântica que muitos têm. Afinal, a realidade é só uma, cabe a cada um interpretá-la da maneira que quiser, mas se a alterarmos demais, ela acaba por nos alterar também.

domingo, 21 de março de 2010

O Livro sagrado e o cinema

Você lembra aqueles filmes onde o rapaz americano é o cara do bem, e os russos são os caras do mal? Filmes que instigam ao preconceito, generalizando a imagem dos “vilões”, são muito comuns nos sets Hollywoodianos. Mas, geralmente, esses filmes tratavam apenas de guerras, seqüestros e afins. O tema, porém, alcançou outro nível agora. E é exatamente disso que se trata o filme “O livro de Eli”.

Primeiro, vamos saber um pouco da trama do filme: Em um futuro pós-guerra, as pessoas lutam pela sobrevivência, matando umas as outras, fazendo jus à lei do mais forte. Um homem (Denzel) chamado Eli, viaja pelo país, matando e destruindo todos aqueles que ousem cruzar seu caminho, sem ajudar os necessitados que encontra pela estrada. Ele carrega um livro, e o lê todo dia, o beija, o acaricia e o guarda como se fosse sua própria vida. Em um determinado momento do filme, ele chega a uma cidade, onde o dono do lugar está à procura de um livro (coincidentemente o mesmo que Eli tem). Então, começa a briga.

Atenção, se você não viu o filme, e não que saber da história antes de ver, pare de ler.

O filme retrata a luta do bem contra o mal. O livro que Eli tem é justamente a Bíblia Sagrada. Ele recebeu ordens divinas de encontrar esse livro, e levá-lo para o oeste, onde ele terá extrema utilidade lá. O homem que deseja o livro de Eli, apenas o quer para controlar as pessoas, que como ele disse, da mesma forma que aconteceu antes (no caso, os dias de hoje).

A intriga acontece entre o religioso e o “ateu” (não ficou claro para mim se o vilão era mesmo ateu). As mensagens do filme não são nada imparciais, pois mostram diferentes opiniões, rotulando algumas como certas, e outras como erradas. O fato de o vilão desejar a Bíblia para controlar as pessoas, mostra como essa idéia é errada, e que isso é coisa do mal. Por outro lado, Eli, o religioso que constantemente lê o livro sagrado, se mostra frio e egoísta, contradizendo os ensinamentos que ele aprende lendo. Mas a frente, o filme mostra Eli utilizando a Bíblia como forma de ajudar a si mesmo, pois ele muda, e começa a pensar mais nos outros.

Como podem ver, os fatos acontecem de forma extremamente linear e simples, deixando o filme com uma imagem forçada e muito artificial. No final, descobrimos que Eli é cego, e que ele “enxergava” através de obra divina, uma metáfora para aqueles que não acreditam na religião, e vêem o mundo de forma “errada”. Enredo fraco e argumentos totalmente inválidos por parte da religião. A pessoa mais sensata do filme era justamente o vilão, que sabia o poder que tinha a Bíblia, e o que ele poderia alcançar com ela em sua posse. Um dos filmes mais mal elaborados que já vi.

Em minha opinião, foi mais uma tentativa frustrada de convencer alguém que a religião traz evolução e conhecimento, e todos aqueles que se opuserem terão uma morte dolorosa e violenta. Nem a atuação de Denzel salvou (ô personagem chatinho), e as melhores cenas do filme foram as lutas. Eu não os culpo, religião só é aceita pelos outros a força, o difícil é saber aplicar essa lavagem cerebral corretamente.

segunda-feira, 15 de março de 2010

O Toque de um Anjo

Eles eram um casal comum. Moravam juntos, e tinham um cachorro. Seus nomes eram Maria e Diogo. Eram felizes, ambos tinham empregos e amor. Não precisavam de muito dinheiro e nem de muito luxo, pois tinham um ao outro. Havia apenas um problema: Maria não podia ter filhos. Cinco anos atrás, ela foi ao médico para perguntar por que não engravidava, e descobriu que tinha um problema. Uma pena, pois tudo que ela mais quis era ser mãe.

Um belo dia, conversando com alguns amigos, um deles disse que era voluntário em abrigos e orfanatos, e propôs a idéia da adoção. Maria no início relutou, mas depois foi se empolgando com a possibilidade de ser mãe. Falou com seu marido, Diogo, e marcaram um dia para visitar as crianças orfãs.

No grande dia, o casal se dirigiu ao orfanato e se encantou com a quantidade de crianças que vivia naquele lugar. Eram meninos e meninas de todas as raças, idades e tamanhos. Maria ficou deslumbrada com a idéia da adoção, e foi conhecendo as crianças, uma por uma. Passada meia hora, Maria percebeu uma menina, linda, de cabelos claros, sentada no balanço, brincando com um pedaço de pano entre os dedos. Devia ter oito anos, mas mostrava um ar de superioridade. Maria logo se identificou e foi falar com ela. Seu nome era Sara.

Poucas palavras e muita emoção foram o suficiente para Maria aceitar essa experiência de finalmente ter uma família. Os três saíram de lá direto para o lar, pensando em como suas vidas mudariam a partir daquele momento. E mudou muito.

Sara era inteligente, mas não gostava de estudar. Tirava notas baixas por falta de atenção, e tinha várias faltas no colégio. Maria e Diogo a repreendiam praticamente todos os dias, falando da ingratidão que a menina tinha. De noite, Sara ia para o quarto, onde sua nova mãe entrava para pedir desculpas, e as duas se abraçavam, reprimindo ainda alguns sentimentos.

Uma vez, seus pais viajaram, e deixaram Sara, que já tinha 14 anos, sozinha em casa. Ela convidou alguns amigos mais velhos da escola para uma festinha de noite, onde comprara bebidas e cigarros. A festa rolou praticamente até amanhecer, tarde o suficiente para Diogo e Maria, que chegaram mais cedo, pegarem a pequena Sara no flagra, bebendo e fumando com seus colegas. A briga foi feia, Maria praticamente a expulsou de casa e disse que não sabia por que a tinha adotado. Dessa vez não houve pedidos de desculpas no meio da noite, nem na noite seguinte, nem na outra.

Após alguns dias sentido dores, Sara foi se consultar no médico, e, para tristeza de todos, foi diagnosticada com câncer. O médico determinou que, com tratamento, ela tinha 20% de chances de sobreviver. Então começaram as medicações. Sara não saía do hospital, assim como Maria. As duas estavam sempre juntas, conversando, rindo, como nunca fizeram na vida. Maria trazia livros e histórias de terror para ler para Sara, que adorava todas as encenações que sua mãe fazia. Toda noite, quando as duas dormiam, Sara dava discretamente um beijinho na barriga de Maria, e dizia no seu ouvido que ela não precisava ter saído dali para ser filha dela.

Passados seis meses de tratamento, o médico disse a Maria que não havia mais nada que eles pudessem fazer, e que Sara tinha no máximo uma semana de vida. Dessa vez não houve histórias de terror, nem risadas de conversas bobas. Maria passou as últimas noites agarrada com sua filha, pedindo perdão por todas as coisas ruins que ela falou. Sara apenas respondeu: “Mãe, você não precisa pedir desculpas. Eu que sou grata pela oportunidade que vocês me deram de ter uma família pelo menos na vida que me restava. Vocês terão outro filho e serão muito mais felizes com ele!”. Dois dias depois, Sara faleceu.

Maria e Diogo viveram meses de tristeza e solidão após a morte de Sara. Não havia mais que acordar pra levar na escola, ou não dormir pra pegar de volta na festa. Não havia mais apresentações de trabalho, nem preocupações com garotos. Estavam totalmente desacreditados que pudessem ser completos de novo da mesma forma que foram. E foi então que aconteceu: quatro meses depois da morte de Sara, Maria engravidou. Alguns médicos disseram que foi um milagre, outros disseram que foi erro de diagnóstico desde o início. Mas não importava, a vida recomeçaria de novo. E Maria sorrira novamente, não apenas por esperar um novo bebê, mas por perceber, na verdade, que Sara... Sara era um anjo.

terça-feira, 2 de março de 2010

Por que crer em Deus?

Cada vez mais tenho certeza de uma coisa na vida: religião é muito complicado de discutir (impossível, dependendo da religião e do religioso). Toda vez que me perguntam: “Vinicius, por que você não acredita em Deus?”, eu digo: “A pergunta certa seria por que você acredita em Deus.”. Eu não acredito porque não tenho motivos para acreditar. E você, tem motivos?

É extremamente comum de se ver carros com adesivos “Presente de Deus”, ou expressões como “Eu consegui por causa de Deus”. Nada disso faz sentido. O carro foi você que comprou, com seu dinheiro, que veio do seu esforço, que veio da sua vontade. Deus não fez absolutamente nada. Aliás, pela lógica, Deus é como um chefe de um departamento de uma empresa, onde os funcionários fazem o serviço, e Ele leva o crédito. Assim tá fácil.

Quando eu argumento com uma pessoa sobre a inexistência de Deus, quase sempre recebo uma resposta assim: “Você tem a mente fechada, não entende a verdade absoluta”. Isso de certa forma irrita, pois não faz o menor sentido. Se você provar a existência de Deus para um ateu, ele vai acreditar. Se você provar a inexistência de Deus para um religioso, ele não vai acreditar, pois foi condicionado aquilo desde criança e “treinado” para não utilizar o bom senso quando fala sobre religião.

É comum encontrar, na religião, pessoas que “melhoram” suas respectivas crenças. Quem nunca viu um católico defender o aborto ou defender um homossexual? Não pode, é contra o que sua crença prega. Se você é católico, condene quem aborta e condene homossexuais. Pratique o que você prega, ou então desista de sua religião, pois você estará apenas fazendo papel de idiota vivendo nessa hipocrisia.

Richard Dawkins, autor do livro “Deus, o delírio”, diz que não existem crianças católicas, ou crianças muçulmanas, o que existe são crianças de pais católicos e crianças de pais muçulmanos. Desde pequeno, o indivíduo é condicionado a acreditar naquilo que seus pais acreditam a partir do momento que o levam para encontros de suas respectivas religiões, ou o faz participar de eventos mais importantes (como a primeira eucaristia, no catolicismo). Isso praticamente desarma a criança e a priva de começar a pensar por conta própria, principalmente quando os pais repreendem qualquer tipo de questionamento sobre suas crenças.

Vários contos da Bíblia contradizem outros. Na história de Jó, Deus (sim, aquele onipresente e onisciente) é persuadido pelo Diabo, a testar a fé de Jó. Assim sendo, Deus tirou suas riquezas, saúde e matou seus filhos. Que tipo de Deus bondoso, compreensível e piedoso mataria os filhos de alguém APENAS PARA TESTAR SUA FÉ? Mesmo com tudo sendo arrancado de sua vida, Jó continuou acreditando em Deus, que depois, devolveu tudo em dobro. Ou seja, filhos mortos foram apenas substituídos por filhos novos (que amável).

Na história da Arca de Noé, Deus acaba com o planeta, matando todas as pessoas e animais que estavam fora da arca. Já acaba com a teoria de um Deus piedoso. Ele fez isso porque a humanidade estava fora do rumo que Ele queria. Já acaba com a teoria de Deus ser perfeito, pois ele errou ao criar o homem. Depois de tudo, Ele se arrependeu do que tinha feito. Acaba com a teoria de ser onisciente, pois ele se ele soubesse de tudo, não teria errado, não teria deito o dilúvio, não teria matado o planeta para depois se arrepender. História extremamente falha.

Meu conceito de religião é: Transferência de responsabilidades, conquistas e culpa para um ser superior, a fim de conseguir suporte para os momentos ruins da vida, motivos para as perdas tristes e explicação para as coisas boas que acontecem. E como muitos religiosos já me disseram: “Acreditar em Deus me faz sentir bem, me faz sentir seguro”. Por que tanta insegurança da vida, por que tanto medo? Segundo o catolicismo, você deve ser temente a Deus. Ou seja, além de ter medo do mundo, você deve temer a Deus também? Se seu Deus deve ser temido, é porque não merece respeito.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Só Jesus (não) salva!

Incrível. Mesmo com avanços incríveis na medicina e tecnologia, com o fim das guerras religiosas, pessoas ainda são mortas por causa de Deus. Essa é a história de Neil Beagley. O filho do casal Jeff e Marci Beagley morreu em Junho de 2008, por causa de um entupimento congênito nos órgãos que cuidam da excreção urinária – uma condição tratável. Os pais negaram tratamento e acreditavam que seu filho alcançaria a cura pela fé. Em 2010, casal foi condenado por assassinato resultante negligência criminosa. Pena ainda será fixada pelo juiz.

Robert Zegar , único jurado que falou com a imprensa após a condenação do casal, disse que eles não fizeram besteira, fizeram apenas a escolha errada. Ah! Então tá! Desculpa-me. Assim como assassinos que escolhem por matar, ladrões que escolhem por roubar, malucos que escolhem por estuprar... Tudo uma questão de escolhas erradas. E pra que se alarmar? Ainda podem ter mais filhos né? Só tem que "rezar" pra que nenhum dos próximos filhos tenha doença NENHUMA! NUNCA! Senão ele tá fud***... em nome de Jesus!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

A sombra da hipocrisia


Áh! A hipocrisia! A ferramenta que nos torna aceitáveis e se faz mascara, escondendo a pessoa cheia de defeitos aos padrões impostos pela sociedade. Sempre tem um bonitão que fala quando vê alguém cutucando o nariz: “Credo! Seu nojento, tirando meleca do nariz!” alto e claro para que todos possam ouvir, e assim, o pobre limpador de salão receber toda a atenção negativa, e o bonitão ficar como o sujeito limpinho do lugar. E isso acontece diversas vezes ao dia, durante toda a sua vida! E você não pode fugir disso, porque as pessoas são hipócritas por natureza.

Sabe quando você mente para seu professor, que deu problema na família, ou o cachorro comeu seu trabalho, ou que você quebrou a perna ontem, mas hoje já ta normal de novo? Pois é, são mentiras sem vítimas, que não ferem ninguém, dando apenas razão para sua irresponsabilidade. Existem hipócritas nesse mesmo estilo. Aqueles que só agem dessa maneira com objetivo de serem aceitos nos grupos sociais. Desses, eu até entendo (moderadamente).

Não sou psicólogo, nem terapeuta, nem a Oprah, mas uma coisa é certa: problemas emocionais na infância geram problemas maiores no futuro! Conheço pessoas que, quando crianças, eram sempre as excluídas, ou as mais tímidas, ou as mais chatas. Todas elas têm algo em comum: foram tratadas, alguma vez, com reprovação. E isso as feriu, tornando-as pessoas com necessidade de atenção, necessidade de ter sempre pessoas ao redor, que gostem delas, que amem elas. E então, viram os “hipócritas problemáticos” que tanto falo, daqueles que você não pode dar um deslize, que já enchem os pulmões pra te fazer passar vergonha na frente de todos (se não tiver ninguém olhando, ele guarda a história pra quando tiver).

- Ei, o que é isso aqui? Filme pornô?
- É.
- Ahhh! Seu punheteiro! Ninguém sabe desse teu lado, né?
- ?
- Ei galera, olha aqui, o Marcelo fica vendo filme pornô o dia inteiro!
- ...

E essa aí é fraca...

Mas não tem como falar em hipocrisia sem falar dos religiosos. Aquelas pessoas que dão um ar de graciosidade, e pregam o bem e a paz, transferem suas responsabilidades para o divino, e doam dinheiro à igreja pra sentirem-se bem com sua consciência. A maioria não sabe nada de sua religião, não pratica o que prega e critica quem também não o faz. E alguns são até incoerentes, como por exemplo, um católico que é a favor do aborto e usa camisinha não faz sentido, ele não pratica o que prega!

E aquela eterna briga entre católicos e evangélicos, ambos pregam a paz, respeito entre as diferenças, aceitação entre os irmãos, mas não é bem isso que acontece, é um querendo converter o outro, procurando defeitos e problemas nas crenças uns dos outros. E a coisa ta mais light hoje em dia. Antigamente era a Santa Inquisição, e o diabo a quatro matando tudo que é nego que tinha opiniões diferentes sobre o funcionamento do universo. Mais pessoas foram mortas pelas mãos de religiosos, que qualquer outra coisa. E todo mundo sabe disso.

Pois bem, este, como meu primeiro post, foi um teste para a principal idéia do meu blog, que é justamente expor minhas idéias no meu blog. Se você gostou, obrigado, até comente. Se não gostou, pode expor sua idéia, mas em poucas linhas, pra não ter que ler muita besteira não rsrssrrsrs...

Brincadeiras a parte, abraços a todos.